o app estava escrito; o lançamento, não
screenshots em árabe, uma palavra em inglês fora de lugar e o trabalho que foi aparecendo ao preparar o EXIF.ER 3.0 com IA
O nome do meu app estava esquisito na versão em árabe. Eu conferia os screenshots do EXIF.ER 3.0, num lote que já deveria estar quase pronto. Apontei o problema e pedi uma revisão mais cuidadosa da interface em árabe. Depois percebi o “at” em inglês sobrevivendo dentro dos padrões de nome traduzidos. Os outros idiomas ganharam mais uma revisão também.
Eu já tinha usado IA ao longo do desenvolvimento, pra encontrar bugs e trabalhar no fluxo entre as telas. Também havia testado o app várias vezes no meu iPhone. Quando cheguei à página da loja, esperava estar tirando fotos de um trabalho pronto. Acabei voltando pro app.
o ano no meu celular
Uma revisão de código anterior tinha encontrado um formatador de datas que podia herdar o calendário da pessoa, apesar de usar um padrão numérico fixo pro nome do arquivo. Uma foto de 2018 podia ganhar o ano budista 2561 no nome. O app tinha lido a data corretamente e ainda assim produzido um nome que eu não pretendia. O calendário do meu próprio celular não me dava motivo pra perceber.
Agora o formatador fixa o calendário gregoriano e os algarismos latinos. Os padrões com meses por extenso mantêm os nomes traduzidos, e os testes passam a mesma data por várias configurações regionais. Eu tinha escolhido aquele padrão pra organizar backups e deixado uma configuração do celular mudá-lo.
Também estava revisando o fluxo com IA. A prévia da pasta me deixa conferir os nomes propostos antes de começar, e os resultados permitem tentar de novo o que ficou pendente. Essas telas me davam mais coisa pra conferir além de saber se o código de renomeação retornava a string certa. Eu podia passar uma pasta pelo app e ver onde ainda precisava parar pra entender o que tinha acontecido.
Os screenshots em árabe expuseram outra suposição. O nome latino do app e as prévias de nomes de arquivo precisavam manter sua ordem de leitura dentro de uma interface da direita pra esquerda. Corrigimos esses elementos. O “at” que sobrou estava nos próprios padrões de nome, fora do catálogo de strings traduzido. Eu vinha olhando pra telas traduzidas que ainda produziam nomes com um pedaço em inglês.
cinquenta e quatro screenshots
Eu já tinha imagens promocionais em inglês e português no Figma. O layout servia; o app dentro do telefone estava desatualizado. Escolhi três screenshots por idioma pra página na loja. Em dezoito idiomas, isso dava cinquenta e quatro imagens prontas.
Um harness de screenshots em debug permitia abrir telas específicas com dados de exemplo. Com acesso ao simulador e ao Figma, o agente podia capturar o app rodando e colocar as capturas nos layouts traduzidos. Preparei as fotos de exemplo e a pasta de destino, depois conferi as exportações. Cinquenta e quatro imagens dão trabalho pra olhar, mas fiquei feliz de não ter que configurar a mesma exportação cinquenta e quatro vezes.
Pro site, queria doze telas em inglês e doze em português. Usamos a moldura preta de iPhone da Apple e exportamos WebPs transparentes em quatro tamanhos, chegando a noventa e seis arquivos a partir de vinte e quatro capturas. Faltavam três variantes na primeira conferência no navegador. O build tinha começado antes das últimas exportações terminarem; esperar por elas e gerar de novo resolveu os 404s. Os arquivos ficaram prontos um pouco depois do que o agente tinha dito.
o que mudou na 3.0
Os textos da loja precisavam de outro tipo de conferência. Pedi uma comparação com as notas da versão anterior porque suporte a vídeo, padrões de nome e tags salvas já existiam. Cabiam na descrição, mas anunciar tudo de novo faria a atualização parecer maior do que era.
As notas da 3.0 abrem com o redesign e novidades como a prévia de pasta e as novas tentativas. Pedi pra manter o estilo anterior, com hífens, também. É mais fácil corrigir o primeiro rascunho antes de ele virar dezoito.
Pedi ao agente que pesquisasse as orientações da Apple e preparasse os dados do App Store Connect pela API. Os textos ficaram em arquivos locais pra eu poder ler fora dos formulários no navegador, depois comparar com o que tinha sido salvo. Descrições e notas da versão precisavam de entradas separadas pra cada idioma, junto com os campos mais curtos e os screenshots.
O script de upload esperava o processamento dos screenshots terminar, comparava os checksums e conferia a ordem das imagens. Antes de remover os conjuntos antigos em inglês e português, fazia backup deles e verificava os substitutos. Tinha bastante código só pra garantir que as imagens que eu acabara de conferir fossem as que terminassem na página da loja.
o resto da tela
Uma correção nos screenshots nos levou de volta à caixinha de gorjetas. O harness tinha mostrado só a caixinha, sob o título de Informações e Créditos. Parecia plausível, mas a introdução e os créditos que ficavam em volta dela no app tinham sumido. Pedi a tela inteira. O caminho de debug passou a usar a view Sobre de verdade com ofertas de gorjeta fornecidas pelo harness, e ali conferimos os rótulos em português e os preços brasileiros.
Era fácil conferir a caixinha isolada. Também era fácil conferir os padrões de nome no meu próprio celular. Nos dois casos, eu olhava pra um pedaço do app e completava o resto de cabeça.
A versão 3.0 já está na App Store. Na próxima vez que eu mudar um padrão de nome, pelo menos, vai ter um teste esperando com um calendário que meu celular nunca usa.