Origo
licença GPLv3
visão geral
O Origo foi meu segundo projeto em equipe, e o primeiro feito em torno de uma profissão que eu conhecia pouco. Nosso tema na Academy era arqueologia. O problema de partida era a ficha de campo, com informações de um mesmo achado espalhadas por formulários de papel e fotos ou gravações separadas.
Reunimos essas partes numa ficha no celular. O formulário registra a categoria e o estado do achado, além de sua origem; fotos e áudios ficam anexados a ele. O cadastro é dividido em cinco etapas, dando uma sequência ao trabalho em vez de apresentar um formulário comprido de uma vez.
Minha parte foi a captura. Montei o repositório e construí o fluxo da câmera, incluindo uma prévia em que a foto pode ser aceita ou refeita antes de entrar na ficha. Também trabalhei nos controles do mapa e na exibição das coordenadas UTM. Capturar algo depressa ainda precisava deixar espaço para conferir.
Rafael Venetikides fez as relações em SwiftData e a transcrição das notas gravadas. A transcrição solicita reconhecimento no dispositivo em português brasileiro, sem depender do envio da gravação a um servidor. Júlia Bratfisch e Livia Barbosa desenharam a interface e o onboarding.
Liberamos o protótipo sob a GPLv3. A tela de coordenadas manuais ficou incompleta; a ação do botão Salvar ainda precisa ser implementada. O código está disponível para que outras pessoas o examinem e adaptem, e documenta como abordamos um fluxo de trabalho fora da nossa própria experiência.
design
Júlia e Livia descreveram o Origo como um caderno de campo digital, e essa é uma boa forma de ler o design. O texto azul-escuro fica sobre um fundo claro nas telas de cadastro, onde o trabalho principal é ler campos e conferir o que foi preenchido. O ferrugem dá um acento à interface sem acrescentar outro conjunto de cores disputando atenção.
O onboarding carrega mais da personalidade do projeto. As silhuetas botânicas vieram de folhas e plantas pequenas escaneadas, com as nervuras ainda visíveis. O pote de cerâmica no ícone e a alternância dos fundos de barro e azul ligam o app ao material que está sendo registrado.
A Brasilêro aparece no nome e na arte do onboarding.

Os formulários usam a SF Pro Display, mantendo familiares os trechos mais longos de preenchimento — essa distinção deixa a introdução apresentar o assunto enquanto as telas de cadastro dão espaço à informação.














